Pequeno apontamento da manifestação de cultura popular, no sábado, na Rua Augusta em Lisboa, integrada na mostra da máscara Ibérica. Manifestação que pretende ir ao fundo das raízes culturais dos povos da península. Impressionante.
Foi o Paço da Ribeira de Muge durante três séculos o centro da Mata e Coutada da ribeira de Muge, cuja demarcação ia desde o Moinho de Vasco Velho, a sul de Raposa, até ao Pego da Curva, junto da Parreira—Troço onde as pesquisas da Academia incidem.
Foi este Paço frequentado por reis e nobres, Habitado por negros desde 1511, os mesmos negros que lhe vieram a dar o nome. Uns e outros aqui deixaram a sua cultura.
Ribeira de Muge, situada na orla de um dos maiores desertos humanos de Portugal, a floresta de Entre-Muge-e-Sorraia, esta região pode exibir ainda hoje, uma cultura com traços característicos muito próprios, mormente a rude cultura dos pastores e cabreiros e dos negros que aqui habitaram. São estas especificidades que a Academia persegue, subindo ao povo, como nos diz o grande Pedro Homem de Melo, recolhe, estuda e vos quer apresentar.
Foi este Paço frequentado por reis e nobres, Habitado por negros desde 1511, os mesmos negros que lhe vieram a dar o nome. Uns e outros aqui deixaram a sua cultura.
Ribeira de Muge, situada na orla de um dos maiores desertos humanos de Portugal, a floresta de Entre-Muge-e-Sorraia, esta região pode exibir ainda hoje, uma cultura com traços característicos muito próprios, mormente a rude cultura dos pastores e cabreiros e dos negros que aqui habitaram. São estas especificidades que a Academia persegue, subindo ao povo, como nos diz o grande Pedro Homem de Melo, recolhe, estuda e vos quer apresentar.
Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
Sábado, 21 de Abril de 2012
Festival de folclore internacional - Almeirim
Agradável surpresa, ontem 20, às 18 horas, no Parque das Laranjeiras. Uma peça cada grupo, agradável, alegre, nada maçador. Terminou com todos juntos, a dançar AI SE EU TE PEGO. Só mesmo os brasileiros. Pena o telemóvel já não ter mais espaço.
Terça-feira, 10 de Abril de 2012
Documentos da nossa História
Apesar de os registos da freguesia de Santo António de Raposa, Torre do Tombo, mic. 1506, se iniciarem em 1706, como uma visitação em 1707,
existe referência anterior:
Sábado, 31 de Março de 2012
Documentos da nossa História
O documento de 31 de Maio de 1483 que é tido como, de algum modo, a data da criação do concelho de Almeirim.
Torre do Tombo, Livro 6 da Estremadura, fols. 278v-279. (microfilme 1002)
Os moradores da vila de Almeirim. Privillégio por que são escusos de pagar em pedidos, peitas, fintas, talhas, serviços.
Dom João e etc. A quantos esta carta virem fazemos saber que considerando nós como el-rei dom João meu bisavô que Deus haja edificou nossa vila e paços de Almeirim, e como isso mesmo ele e el-rei D. Duarte meu avô e el-rei meu senhor e pai cujas almas Deus haja, sempre folgaram de ter os ditos paços mui bem corregidos e a dita vila bem povoada para quando a ela fossem seus oficiais e alguns cortesãos, acharem pousadas em que pudessem ser aposentados, e desejando nós nesta parte seguirmos o que eles seguiram e também por que nosso desejo e vontade sempre foi e é nós nisto conformarmos com suas vontades, e para a dita vila ser melhor povoada e aproveitada a terra dela, por lhe termos afeição e nela muito nos desenfadarmos e querendo fazer graça e mercê aos moradores dela que ora são, e ao diante pelos tempos forem, temos por bem e queremos que daqui em diante sejam privilegiados e escusados, de não pagarem em nenhuns nossos pedidos, peitas, fintas, talhas, serviços emprestidos? que por nós daqui em diante forem lançados, por qualquer guisa e maneira que seja, nem vão com presos, nem com dinheiros, nem sejam tutores, nem curadores de nenhumas pessoas fora da dita vila e termo dela, posto que as tutorias sejam lídimas, nem sirvam em pontes nem em fontes, senão naquelas que se houverem de fazer na dita vila e seu termo, nem sejam isso mesmo postos por besteiros do conto. Outrossim queremos e mandamos que nenhuma pessoa ou pessoas de qualquer estado e condição que seja, não pousem com eles em suas casas de morada, adegas, nem cavalariças, nem lhe tomem deles roupa de cama, alfaias de casa, palha, cevada, lenha, galinhas, gados, nem outras nenhumas coisas de seu, contra suas vontades, nem lhes tomem suas bestas de sela, nem de albarda, para nenhumas cargas, salvo para as nossas e da rainha, e do princípe, meus sobre todos muito amados e prezados mulher e filho, para quando nós e a Rainha e o princípe formos, todos ou cada um de nós, na dita vila, então não serão escusados e servirão com aposentadoria, que segundo nossa ordenança são ordenadas. E porém mandamos a todos os nossos Corregedores, Juizes e Justiças, oficiais e pessoas a que o conhecimento deste pertencer por qualquer guisa que seja e esta nossa carta for mostrada que hajam daqui em diante os moradores na dita vila de Almeirim por escusados e relevados de todas as coisas sobreditas e cada uma delas, e os não costranjam nem mandem constranger, para ele em alguma maneira, porquanto assim é nossa mercê. Dada em a vila de Avis a 31 de Maio, Pedro Alvares a fez, de mil 1483. E eu Afonso Garcês secretário do dito senhor a fiz escrever, por seu mandado subscrevi.
Segunda-feira, 26 de Março de 2012
Documentos da nossa história
Longe vão os tempos em que o fio de água que é hoje o domesticado e poluído rio Tejo saltava das margens.
Este documento mostra-nos uma ordem da Rainha regente D. Catarina, ordenando que o leito do rio Tejo volte a passar junto a Santarém.
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
Democratização dos documentos da nossa História
O nascimento de Almeirim:
Núcleo Antigo, fol. 103, microf. 6189.
Após fazer a enumeração das terras e localização, diz:…
O mui famoso e da louvada memória el rei D. João [I] havendo achado seus grandes desenfadamentos de caças e montarias na charneca de Santarém, desejou fazer casas da parte dalém do rio e de Alpiarça para sua aposentadoria, porque muitas vezes embargavam seu desenfadamento as águas das cheias do Tejo. Havido seu propósito, começou logo de executar a grandeza e magnificência que era fundada em fazer sempre grandes obras, mandou comprar por seus dinheiros todas as terras da vala que jazem dentro do termo das divisões e confrontações que d[el]as havemos. E parte dessas terras houve por escambo por outras que eram da coroa do reino, tudo isto a prazer dos senhorios, à boa-fé, sem enganos. Ora, tanto que as terras foram suas as mandou cercar por grossos e altos valos e por razão dos valos levou toda a terra de dentro deles, nome “a vala”. E porque a serra se chama de Almeirim lhe puseram o sobre nome “a vala d’Almeirim”, assim é chamada até o presente dia e por este nome intitulada. Acabado este, fundou o bom rei suas casas de aposentadoria dentro na terra da vala, que é um grande e nobre assentamento de paços, segundo dão dele testemunho seus edifícios com grandes salas, câmaras, retretes, varandas e outras muitas casas nos sobrados e térreas, e dos paços com crastas [ ] bem povoadas de laranjeiras e outras árvores, e ao redor dos paços un grande recoito de casas, e fora do assentamento dos paços outras casas a redor todas proprias del-rei sem algum (?) haver casa, nem outra herança, dentro da vala que del-rei não sejam, e outrossim dentro do assentamento dos paços uma capela [ ] em honra da Sra Santa Maria. A qual capela esse bom rei fez anexar e apropriar dízimos que dotam cada um ano, há-de haver de dentro das divisões da vala, consumado e outorgado por o santo padre, que nos diremos mais dotam o assentamento de Almeirim…
Mapa das chãs de Almeirim
Biblioteca da Ajuda cod.. 51-X-3
Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
Os 440 anos do rei D. Sebastião no Paço da Ribeira de Muge
O Padre Amador Rebelo, 1532-1622, Relação da vida d’el-rei D. Sebastião, (em Francisco Sales de Mascarenhas Loureiro), diz-nos que em questões de preferência, em três lugares onde tinha seus paços reais, em que D. Sebastião costumava ordinariamente residir, era Almeirim o primeiro.
Muitas são as histórias do rei D. Sebastião nas caçadas, nas coutadas de Almeirim e da Ribeira de Muja, conforme documentos, e como o sugerem as fugas a sua avó durante as suas longas estadias nos paços de Almeirim. São conhecidas as várias histórias de quando adolescente, o Rei Menino, passou em Almeirim excelentes férias e muitas aventuras, de tal modo se apegou a esta sua Vila Real que, como nenhum outro rei seu antecessor, aí se demorou como soberano durante longos e frequentes períodos. No Paço se atinha e governava e nos campos e bosques monteava com destreza, por vezes não muito prudente.
Causando preocupações à avó, a rainha D. Catarina, se embrenhava nos matagais das coutadas de Almeirim e Ribeira de Muge. Aquela em que aos 11 anos se atreveu a varar um javali, salvando da morte o seu aio:
«Partido de Almeirim manhã cedo, D. Sebastião e a sua comitiva de caça, viram nascer o sol já avistado o Convento da Serra. Desceram no sentido leste, do Paço da Ribeira de Muge, eis quando, nas Ferrarias, se levantou um poderoso javali. Com decisão o rei apontou a choupa ao pescoço da fera e cravou certeiramente a arma entre o peito e a omoplata. Surpreendida, a fera ainda tentou morder os corvilhões do cavalo. Era o seu primeiro javali. Uma presa real. Refeita do susto, a comitiva cercou e cumprimentou D. Sebastião que ordenou que seguissem para o Paço dos Negros, onde se jantou*.» (Henrique Leonor Pina, op. cit.).
Dona Catarina conhecia bem o Paço da Ribeira de Muge. De uma vez, aos 17 anos, estava o rei D. Sebastião em Almeirim desde 21/12/1571. E como nos diz uma carta de 10/02/1572, do cardeal a Dona Catarina, passou alguns dias no Paço da Ribeira: «elRey meu sor esta muito bem. não se lhe deve dizer algua cousa que de algua sospeita. E elRey meu sor esta nos Paços da Ribeira e não a de vir senão amanhã a noite. E também esta para ir ver V. A. logo na entrada da coresma.» (A. Simancas, Estado, legajo 390, f . 88, citado em Joaquim Veríssimo Serrão , Os itinerários de D. Sebastião, 1568-1578).
* Ao jantar daquele tempo, cerca do meio-dia, corresponde hoje o nosso almoço.
De D. Sebastião se contam alguns casos bem estranhos. Ainda dos escritos de Padre Amador Rebelo, (idem), o caso do rei que mostrou ter “boa boca”:
«Aconteceu uma vez que estando em Almeirim, foi com a sua comitiva a monte ver se matava um javali, que lhe tinham emprazado. Havia mandado levar o jantar. Para não errar o lanço do porco, começou el-rei a correr após ele, e correndo por muito tempo, perdeu-se.
Não tomando o caminho, ele e um fidalgo que com ele estava, subiram a um monte, e avistando um pastor com suas cabeças de gado, este lhes indicou o caminho para Almeirim, longe que estavam. Como apertava a fome com el-rei, era tarde e não tinham jantado (almoçado), disse para o pastor, tendes aí um pedaço de pão que me deis? O pastor respondeu que só um muito duro e preto, que não é para vossa mercê, que não conhecia el-rei. O rei pediu que o partisse com ele, e o comeu com tanto gosto, que disse depois que nunca em toda a sua vida comera coisa que melhor lhe soubesse.»
As fugas nocturnas à avó, a rainha D. Catarina. O caso em que posto em cima de uma árvore, esperava um javali, viu um vulto, e descendo com pressa, investiu com ele, era um negro boçal** que tinha fugido:
«Saía de noite às dez horas a passear à praia só sem companhia, e no bosque de Sintra do mesmo modo. Esperava em Almeirim posto sobre uma árvore um javali, e aplicando a vista viu um vulto, e descendo-se com pressa investiu com ele: ao estrondo acudiram alguns monteiros, imaginando seria fera; acharam porém o Rei lutando com hum negro boçal, que havia largos dias que fugindo a seu amo habitava com as feras daquele monte.» (António Caetano de Sousa, Do rei D. Sebastião, cap. XVII).
Do livro, Paço dos Negros da Ribeira de Muge, A Tacubis Romana.
Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Para a história do desporto em Paço dos Negros
Uma recordação do Grupo da bola nos anos 50 em Paço dos Negros.
(muitos já desaparecidos)
Em pé: Vitor, Farinheira, Ma-olho, árbitro Julio Henriques, Mania, Saura, Berça, Vaqueiro e Pimenta.
Em baixo: Morais, Caneira, Tamanco II, Menino, Arsénio, Carneiro, Tamanco I, Bento?
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
Mensagem Temporária Utilizada para Detecção do Tema (74a95b85-df5e-41de-b5f7-6b4f711906b6 - 3bfe001a-32de-4114-a6b4-4005b770f6d7)
É uma mensagem temporária que não foi eliminada. Elimine-a manualmente. (c56981d0-874d-4871-ba92-eea9e173e013 - 3bfe001a-32de-4114-a6b4-4005b770f6d7)
Domingo, 15 de Janeiro de 2012
O Paço da Ribeira de Muge
O Paço da Ribeira de Muge essse desconhecido e maltratado, mesmo por quem o deveria proteger e respeitar.
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
Pérolas da Academia
Ainda de recolha efectuada junto de Laurinda Rita.
O pipó oiça no original, uma moda bem rude na linguagem, e bem característica desta região de gente simples e sem artifícios.
Vem, vem meu amor
P’lo andar o conheço
Chapéu desabado
Capote do avesso
Retira Balbina
Prepara o pipó
Pinteia o cabelo
Alisa o chinó
Vem, vem meu amor
De chapéu à banda
Eu bem o conheço
Vem c’o cu à banda
Lá vem meu amor
Chapéu à miranda
P’lo andar o conheço
Vem c’o cu à banda
Retira Balbina …
‘zeitona verde é rija
Menina não seja dura
Seu pai que a case
‘qui ‘stá quem a procura
Retira Balbina …
Domingo, 8 de Janeiro de 2012
Pérolas da Academia
Laurinda Rita, nascida em 1922, já falecida, entre muitas outras, deixou-nos esta pérola, umas saias, segundo ela aprendida na sua mocidade. Fruto, decerto, da ligação de Paço dos Negros, onde morava, com a região de entre-Muge-E-Sorraia, nomeadamente Foros de Arrão e Montargil. Havia naquele tempo um grande intercâmbio em toda esta grande região de pastorícia, gado e montado. Tanto iam daqui negociantes a negociar pelos casais, chegando até Portalegre, Elvas, como os trabalhadores de ambos os estremos deste "deserto" se encontravam nestes casais de entre-Muge-E-Sorraia, nomeadamente nas ribeiras da Lamarosa e dos Grous, nas tiradas de cortiça e nos arrozais.
Laurinda Rita, obrigado.
"Saias da Lamarosa" http://dl.dropbox.com/u/4453889/Saias%20da%20Lamarosa.mp3
Estas é qui são nas saias
Estas mesmo é qui são
Forum feitas e talhadas
Na manhê de San João
Forum feitas e talhadas
Na manhê de San João
Estas é qui são nas saias
Estas mesmo é qui são
Estas saias ouvim eu
Na festa di Longomeli
Gostei delas aprendin-as
Assintei-as num papel
Gostei delas aprendin-as
Assintei-as num papeli
Estas saias ouvim eu
Na festa di Longomel
Estas é que são nas saias
Chigadinhas à cintura
Eu gosto muito de as saias
Muito mais da criatura
Eu gosto muito de as saias
Muito mais da criatura
Estas é qui são nas saias
Chigadinhas à cintura
Estas saias ouvim eu
De Montargil é ‘ma rosa
Gostei delas aprindin-as
Cantei-as na Lamarosa
Gostei delas aprindin-as
Cantei-as na Lamarosa
Estas saias ouvim eu
De Montargil é ‘ma rosa.
Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
Vandalismo cultural
À consideração do pelouro da Cultura e da Câmara Municipal de Almeirim.
Como estudioso da História e da Cultura da Minha Terra, sinto mágoa pelo que aconteceu na noite de passagem do ano no Complexo do Paço Real da Ribeira de Muge.
Um programa de comemoração da passagem de ano que só pode revelar o conceito de amor dos seus organizadores, pela Cultura e pela História da sua terra, conceito que se pensava já estar erradicado da sociedade.
A conselho de uma senhora Arqueóloga, que esteve no Paço, foram colocados pela Academia, uns “postaletes de madeira” e uma placa, a demarcar o espaço arqueológico anexo ao pátio, para evitar que se continuasse a degradar. Mas a barbárie, neste século XXI é tamanha. É maior, muito maior, do que o amor pela cultura. Tem a exacta medida da ignorância: Não tem coração, tão pouco cérebro. Começa no estômago e acaba na sanita.
Também não será para admirar, permitirem-se arrasar os vestígios e a monumentalidade que a História nos legou, portarem-se como indivíduos e instituições indignos deste riquíssimo legado cultural, quando o seu conceito de cultura é o aviltamento da Cultura de Paço dos Negros, apresentando como sendo Folclore da terra, umas pobres cantiguitas sem qualquer valor literário, que têm autor conhecido e reconhecido, e que as pessoas, dezenas de mulheres idosas investigadas, não reconhecem como tendo-as cantado, dançado, sequer ouvido tais letras. (e músicas também).
Uma pergunta à Câmara Municipal de Almeirim: Depois da aprovação por essa Câmara, por unanimidade, da intenção de aprovação do Paço como de Interesse Municipal, em 16 de Maio de 2011 (no rescaldo das comemorações dos 500 anos, que vergonhosamente não apoiaram, nem se dignaram assistir), será para assistir a este triste espectáculo, que se recusam a aprovar o que livremente decidiram, agora que o projecto de classificação está elaborado?
Pequeno excerto da Acta de 16 de Maio:
«… Proponho, pois que seja integrada na O.T. desta Reunião o
Ponto 6: Iniciar o processo conducente à eventual classificação
de Interesse Municipal do complexo do Paço Real da Ribeira de
Muge, em Paço dos Negros.”
…
“é vontade politica, ou não, iniciar este processo”.
INICIAÇÃO DO PROCESSO CONDUCENTE À EVENTUAL CLASSIFICAÇÃO
DE INTERESSE MUNICIPAL DO COMPLEXO DO PAÇO REAL DA RIBEIRA DE
MUGE, EM PAÇO DOS NEGROS.
Posto a votação foi deliberado por unanimidade aprovar.»
Como pesquisador e historiador da História desta minha terra, sinto-me envergonhado com estas atitudes destes meus conterrâneos. Tudo isto seria normal se não proviesse de indivíduos e instituições pretensamente defensoras da Cultura e da História. É este um triste registo histórico.
Estou de luto, pela História e pela Cultura da minha Terra, Paço dos Negros.
Restos de fogueira
Restos de fogueira 2
Podem ver-se as lajes de tijoleira, quinhentistas
Idem
Chão pisado
Dois "postaletes" desaparecidos
"Postaletes" levantados
"Postalete" arrancado que permite a entrada de viaturas até às lages
Dois "postaletes" arrancados, e desaparecidos, que permitem a entrada de viaturas para cima das ruínas
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